Universidade Estadual do Pará vai ajudar o IBGE a recensear os indígenas do estado

Editoria: Censo 2020 | Da redação

14/02/2020 10h25 | Atualizado em 14/02/2020 10h25

Representantes da Coordenação Técnica do Censo Demográfico 2020 no Pará firmaram um acordo de cooperação técnica, no dia 7 de fevereiro, com a coordenação do Núcleo de Formação Indígena (Nufi) da Universidade Estadual do Pará (Uepa). Por meio da parceria, as duas instituições poderão compartilhar entre si informações sobre os povos indígenas de todo o estado. A Uepa também vai apoiar a divulgação do Censo junto às comunidades indígenas atendidas pela universidade.

O coordenador técnico do Censo no Pará, Luiz Cláudio Martins, e o analista censitário e cientista social José Maria Júnior foram recebidos pela coordenadora do Nufi, professora Joelma Alencar, e por seu assessor pedagógico, professor Messias Furtado. Participaram também os professores Cláudio Emídio Silva, Délcia Pombo e Rita Almeida.

A equipe do IBGE apresentou um resumo do planejamento do órgão para a operação censitária de 2020 junto aos indígenas no Pará e pediu apoio do Nufi no fornecimento das informações sobre as comunidades atendidas e na divulgação das etapas que antecedem a coleta. “Contar com o apoio dos docentes do Nufi/UEPA nesse trabalho de sensibilização das lideranças indígenas quanto à importância do Censo fará toda a diferença no nosso trabalho”, apontou Luiz Cláudio Martins.

A professora Joelma Alencar ressaltou a importância da operação censitária. “Principalmente para os próprios indígenas. Precisamos de dados oficiais atualizados sobre essas populações. Temos todo o interesse em ajudar o IBGE”, garantiu a coordenadora do núcleo.

Universidade vai aos indígenas

O curso de licenciatura intercultural indígena é oferecido pelo Núcleo de Formação Indígena (Nufi) da Uepa desde 2012, já tendo formados mais de 600 professores. Atualmente, o núcleo oferece também especialização e mestrado profissional na mesma área. “Nosso diferencial é que os alunos não saem da aldeia para estudar. Nós é que vamos até eles!”, explica a professora Joelma Alencar. “A saída da aldeia implica numa série de riscos como drogadição, alcoolismo e até suicídio. Por isso, o compromisso da Uepa, por meio do Nufi, é levar essa formação até eles”, justifica.

O Nufi realiza ações de ensino, pesquisa e extensão voltadas ao atendimento das comunidades indígenas do estado por meio de quatro polos: Santarém (na aldeia Caruci), Paragominas (aldeias Cajueiro e Tekohaw), Tucuruí (aldeia Trocará) e Jacareacanga (aldeia Karapanatuba).

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