Concluída a primeira etapa de planejamento nas 295 cidades de Santa Catarina, com PM, Defesa Civil e universidades

Editoria: Censo 2020 | Da redação

13/11/2019 14h39 | Atualizado em 13/11/2019 14h49

O primeiro ciclo de Reuniões de Planejamento e Acompanhamento (REPACs) do Censo 2020, realizado pelo IBGE nas 295 cidades do Estado de Santa Catarina, foi encerrado no dia 4 de novembro na capital Florianópolis. A última reunião ocorreu na Câmara Municipal e contou com mais de 40 participantes da imprensa e de diversos órgãos públicos, como secretarias do município, Polícia Militar, Guarda Municipal, Defesa Civil, Assembleia Legislativa, Pastoral do Povo de Rua, universidades e federações.

Participaram do encontro o coordenador operacional do Censo 2020 em Santa Catarina, Fabiano Rodolfo; o coordenador de área do Censo 2020 de Florianópolis, Saulo de Castro Lima; e o técnico de informações geográficas e estatísticas Leandro Moraes Vidal. Fabiano enfatizou ao público as dimensões de um trabalho como o Censo e por que ele demanda a colaboração de diversos setores, exemplificando a importância da Polícia Militar para garantir o trabalho dos recenseadores em regiões de conflito.

A capital catarinense tem atualmente a segunda maior população do estado, um total estimado em 2019 de 501 mil habitantes. A cidade é menos populosa que Joinville, mas desde 2010 acumula um crescimento demográfico um pouco maior, de quase 20%, e teve um aumento expressivo de setores censitários entre o último Censo e o atual, de 615 para 910.

Coordenador de área do Censo, Saulo Lima, detalhou a contratação de temporários prevista para a capital – 564 pessoas, 495 delas recenseadores – e aspectos como a instalação dos postos de coleta e o sigilo das informações levantadas, além de ressaltar a importância da operação. “Como é o principal orientador de políticas públicas, o censo é um trabalho dez anos para frente”, comentou Saulo Lima.

O ineditismo da abordagem da identidade quilombola foi um dos temas da apresentação do técnico de informações geográficas e estatísticas, Leandro Moraes Vidal, que tratou também de conceitos como os de áreas rurais e urbanas e de aglomerados subnormais adotados pelo IBGE. Esses agrupamentos, salientou ele, cresceram em Florianópolis desde 2010. Depois das apresentações, o público fez comentários e perguntas.

As REPACs foram realizadas nos demais 294 municípios catarinenses. Essas reuniões serão retomadas em todo o estado no início do próximo ano. Satisfeito com o encontro em Florianópolis, Saulo concluiu: “A REPAC é um momento bastante especial das atividades do censo e do IBGE como um todo, pois possibilita uma interlocução muito proveitosa com os atores da sociedade civil e de outras instituições públicas e privadas, com as quais normalmente não temos muito contato no dia a dia”.

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