IBGE faz primeira reunião no Acre em cidade onde só se chega de barco ou avião

Editoria: Censo 2020 | Da redação

05/11/2019 14h47 | Atualizado em 08/11/2019 16h24

A primeira Reunião de Planejamento e Acompanhamento do Censo 2020 (Repac) no estado do Acre foi realizada no dia 29 de outubro em Santa Rosa do Purus, cidade a 300 km da capital Rio Branco, onde só se chega de barco, através do Rio Purus, ou por avião. O encontro aconteceu na Câmara de Vereadores e contou com a presença do prefeito, Assis Moura, vereadores e outros cidadãos santa-rosenses.

Representando a Unidade Estadual do IBGE no Acre (UE/AC), o servidor Gilvan Ferreira e o analista censitário Arthur Nogueira chegaram ao município de avião, após 1h30 de viagem. No encontro na Câmara, eles apresentaram informações gerais sobre o Censo com o objetivo de sensibilizar autoridades e a sociedade sobre a importância do envolvimento de todos na operação, seja por meio de apoio logístico, de divulgação e a participação direta de toda a sociedade nas coletas.

De acordo com a equipe, todos na reunião se mostraram dispostos e interessados em auxiliar o trabalho do IBGE e concordaram em mobilizar a população local em prol da realização do Censo 2020. Os vereadores indígenas se disponibilizaram em auxiliar no trabalho de planejamento e coleta nas aldeias, visto que grande parte da população de Santa Rosa do Purus é indígena (53% se declararam indígenas no Censo 2010).

“Pudemos perceber a expressiva presença dos povos indígenas na cidade, dentre os quais os povos Huni Kuin (Kaxinawá) e Madihá (Kulina) que são os representantes indígenas com maior número na região. Também pudemos notar que a cidade é habitada por muitos peruanos, já que esta se encontra justamente na divisa com o Peru, separada deste país pelo rio Purus”, disse o analista censitário Arthur Nogueira.

Arthur e Gilvan retornaram para a capital Rio Branco no dia seguinte da Repac na Câmara de Vereadores, em 30 de outubro, também de avião. Após chegar à capital, Arthur, natural de Belo Horizonte (MG), disse que a reunião foi proveitosa e a experiência bastante gratificante: “Do avião, pude ver a exuberância e a grandeza da nossa floresta Amazônica”, disse o mineiro.